quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Infante filosofia




Tudo o que sei é “nada sei”, já afirmaram isso há tempos, e ainda é tão verdadeiro hoje quanto fora outrora. Na verdade, o que é verdadeiro? Seria verdadeiro o que vejo, mesmo que, sem demora viva em um mundo de sombras, sem luz do dia, sem minha Aurora?

Tudo o que sei. Nada sei. Tudo e nada, nada e tudo. Há verdade nestas palavras, neste dualismo? A mistura de disso com aquilo outro, faz tudo, e aquilo menos outro, faz nada, assim nesse sincretismo?

Nada sei além da minha própria ignorância, minha eterna infância, vivo sem saber o que dizer, quando dizer, como dizer e aquém dizer. Posso seguir em frente com essa filosofia, mas seria um filosofar verdadeiro ou seria isto poesia? Não sou filósofo, nem mesmo um poeta, quem sabe um amante, mas não da sabedoria, não posso amar o que ignoro, mas do logos, a palavra, um “filogosofo”, do amor ao gozo, e do amor a sabedoria ignorada que por meio das palavras é encontrada. Amo o que faço, faço o que amo, pronto, é isto, o prazer, é a mistura entre o páthos, o ágape e o logos. O corpo, o sentimento profundo e o espírito. Através das palavras dou sentido a vida, faço por conhecido meus sentimentos, causa-me prazer. Isso! Sinto prazer em fazer palavras, fazer-pensamento, tornar o desconhecido em íntimo, o ato de aproximar, também é, filosofia, amar.

Um comentário:

André disse...

Gostei muito, precisava ler algo assim.